terça-feira, 2 de abril de 2013

Depois de um longo silêncio

 

Isto ainda não acabou, este blog não está morto. Estou simplesmente num processo de aprendizagem interna. Na vida é sempre assim, "quando um burro fala, o outro baixa as orelhas" e eu estou de orelhas baixas a aprender. Tem sido terrivel, toda a maturidade que julgava ter parece ter desaparecido e de repente sou de novo adolescente. Grito, choro, esperneio e contradigo-me. Para o blog até tenho ideias mas não consigo escrever sobre isso. Primeiro preciso de estar em harmonia com o meu novo ser. 

sexta-feira, 1 de fevereiro de 2013

Meditação - Energias de Imbolc

 
 

    O objectivo deste exercicio é entrar em contacto com as energias deste festival. Realizá-lo num bosque ou jardim, ou numa parte da casa em que se possa estar de alguma forma em contacto (escutar/sentir) com o mundo natural irá facilitar. É uma viajem com o objectivo de obter conhecimento e irá encontrar-se com a deusa Brigida. 

"Escolha um local onde se sinta confortável, seguro e bem recebido pelas energias/espiritos desse lugar. Feche os olhos e inicie o exercicio de respiração que usa habitualmente para meditar. Ouça o que se passa à sua volta. Quando se sentir pronto construa na sua mente uma floresta antiga. Uma vez construida, com tanto pormenor quanto desejar, visualise a formação de uma neblina entre as àrvores que avança até envolvê-lo completamente. Quando estiver completamente envolto nesta névoa imagine-se a dar um passo em frente.
Assim que dá um passo em frente a névoa dissipa-se e à sua frente encontra-se uma cabana de palha e madeira ou uma velha forja. Vê uma mulher a trabalhar com o fogo - é Brigida. Observe em silêncio o que ela está a fazer e quando ela terminar o seu trabalho virá ter consigo e sentar-se ao seu lado. Se ela não quizer falar primeiro, pergunte-lhe algo sobre o Imbolc. Deixe que ela o guie pelas respostas e que lhe mostre as energias.
Assim que deseje voltar visualize simplesmente a formação de névoa e dê um passo atrás. Antes de abrir os olhos, escute com atenção o que se passa à sua volta de forma a voltar completamente ao seu estado inicial."   

Adaptado de "Additional Meditation Exercices" da autoria de New Order of Druids
 

quinta-feira, 13 de dezembro de 2012

Outras rodas III - A passagem das estações num mito Iroquês


   

                                   Glooskap by Sharon Matthews
                                                                     (http://www.sharonmatthews.ca)


Como Glooskap encontrou o Verão 



     Há muito tempo atrás, Glooskap vagueou muito para norte, até ao país do gelo, e sentindo-se cansado e com frio, procurou abrigo numa tenda onde morava um grande gigante – o gigante Inverno. Inverno recebeu o deus hospitaleiramente, encheu-lhe um cachimbo com tabaco e entreteve-o com encantadoras histórias do tempo ido enquanto ele fumava. Durante todo esse tempo, Inverno esteve a enfeitiçar Glooskap, pois, enquanto falava num tom monótono e entaramelado, provocava uma atmosfera enregelante que a princípio atordoou Glooskap e que depois o fez cair num sono profundo – a sonolência pesada da época invernal. Dormiu seis meses seguidos após que o feitiço de gelo se quebrou e Glooskap acordou. Tomou o rumo de volta a casa, em direcção ao sul e quanto mais a sul se encontrava, mais quente se sentia e as flores começavam a despontar à sua volta.

    A certa altura chegou a uma floresta vasta e sem trilhos onde encontrou muitas pequenas criaturas que dançavam debaixo de árvores primitivas. A rainha deste povo chamava-se Verão, uma criatura extreamente bela ainda que muito pequena. Glooskap tomou a pequena rainha na sua enorme mão e cortando um comprido laço a partir da pele de um alce, atou-o ao pequeno corpo de Verão. Depois começou a fugir, deixando a corda a rastejar livremente atrás de si.

    As pequenas criaturas, que eram os duendes da luz, vieram atrás dele em grande alarido puxando o laço freneticamente, mas à medida que Glooskap corria, a corda ia acabando e por mais que os duendes puxassem iam ficando sempre para trás.

    Mais uma vez Glooskap dirigiu-se a norte e chegou à tenda de Inverno. O gigante voltou a recebê-lo hospitaleiramente e mais uma vez lhe começou a contar as velhas histórias cujo encanto tanto fascinava Glooskap. Mas desta vez também Glooskap começou a falar. Verão estava deitada no seu peito e a sua força e calor imitiam um tal poder mágico que, aos poucos, Inverno começou a mostrar sinais de incómodo. O suor escorria abundantemente pela sua cara e, gradualmente, começou a derreter, tal como a sua casa. Depois, lentamente, a natureza começou a acordar, o canto dos pássaros começou a ouvir-se, a princípio baixinho, mas depois mais claro e alegre. Os rebentos verdes da relva nova começaram a aparecer e as folhas mortas do último Outono foram arrastadas para o rio pela neve que ia derretendo. Por fim, as fadas apareceram e Glooskap, deixando Verão com elas mais uma vez retomou o seu caminho rumo ao sul.


Fonte: SPENCE, Lewis, 1997, Guia Ilustrado de Mitologia Norte-Americana, Lisboa, Editorial Estampa

quarta-feira, 31 de outubro de 2012

segunda-feira, 24 de setembro de 2012

Chuvas de Mabon



   E não é que o primeiro dia de Outono trouxe chuva? Pois é nada de folhas de tons outonais, castanhas ou qualquer outra coisa digna de uma ilustração de calendário, chuvinha, que a mudança leva o seu tempo.  

   Mas se pensarmos bem, foi fantástico já lá vão uns anos desde que Setembro me cheirava a Outono, por isso este ano apesar de achar que o vento estava diferente fiquei céptica até ao fim e preparava-me para esperar mais uns meses até sentir a mudança. Confesso que no meu coração já tinha declarado o óbito do Outono à dois anos, mas afinal o meu coração encheu-se de esperança. Claro que ainda virá por aí muito calor, mas se a semana se aguentar assim, já fico convencida de que houve Outono.

   Este Mabon como estava de luto pela estaçao não queria fazer nada mas ao sair à rua comecei a sentir aquele vento diferente e fiz um passeio agradável, comi das frutas que encontrei, observei a mudança do tempo e principalmente senti-a cá dentro.

 

leites vegetais caseiros




Leite de arroz 

2 colheres (sopa) de arroz
1 colher(sopa) de óleo de girassol (não usei e acho que resultou muito bem na mesma)
1 litro de água
1 pitada de sal
1 colher (sopa) de açúcar ou mel
Baunilha (opcional)

Se usar arroz integral demolhe por 2-3horas, se arroz normal por 1 hora.
A água em que se demolha o arroz pode ser usada como tónico de limpeza facial.

Junta-se o arroz escorrido, o açúcar, o óleo de girassol, e um litro de água numa panela e vai ao lume  e coze por 10-12 minutos ou 20 se for arroz integral. Junta-se a baunilha e tritura-se
Depois de frio coa-se.

aguenta no frigorifico 2-3 dias.



Leite de aveia em flocos

100 ml de aveia em flocos (medida em volume)
1 litro de água
1 pitada de sal
1 colher de sopa de mel ou açucar
banilha (opcional)

Ferva um litro de água e neste momento se quizer adicione a baunilha ou outro ingrediente para dar sabor como canela limão ou chá (eu achei melhor baunilha ou nada).

Cubra a aveia com parte desta agua acabada de ferver e deixe repousar por 10 min.

Triture a aveia com a água. Passe pelo coador e está pronto. 

Pode juntar mais água se quizer uma bebida mais fluida. Beba quente ou frio, com chocolate ou simples.



P.S. - Normalmente não gosto destas coisas mas estas duas receitas até que me souberam bem e lá ajudam a suportar o pequeno almoço sem leite de vaca.

sexta-feira, 17 de agosto de 2012

Aviso: o blog está a sofrer um ataque hacker



  Alguém está a entrar na minha conta e a fazer-se passar por mim e fez comentários agressivos em pelo menos um blog o que originou como é obvio reacções. A situação é preocupante porque quem quer que seja está realmente empenhado em arranjar confusão e prejudicar-me. Leu e releu o blog e assim se apoderou de expressões minhas e dados pessoais, decalcou frases de postagens antigas, insultou e desafiou a que visitassem o blog afirmando que os comentários não seriam censurados.

  Já contactei o autor do blog em causa que se revelou compreensivo e faço um apelo para que se mais alguém tiver recebido comentários desagradáveis por favor os ignore e contacte-me. Estou igualmente preocupada com a possibilidade dos meus outros emails que aqui divulguei serem atacados, por isso se receberam ou receberem emails meus, ignorem, não abram. Esses emails eram usados apenas para que os visitantes do meu blog tivessem outros meios para me contactar.

  Esta situação é muito complicada para mim porque o ataque à conta  não põe em causa apenas a continuação do blog mas a segurança dos dados pessoais e contactos associados à(s) minha(s) conta(s) de email. A situação ainda não está 100% controlada e peço a compreensão e tolerância de todos.