segunda-feira, 24 de setembro de 2012

leites vegetais caseiros




Leite de arroz 

2 colheres (sopa) de arroz
1 colher(sopa) de óleo de girassol (não usei e acho que resultou muito bem na mesma)
1 litro de água
1 pitada de sal
1 colher (sopa) de açúcar ou mel
Baunilha (opcional)

Se usar arroz integral demolhe por 2-3horas, se arroz normal por 1 hora.
A água em que se demolha o arroz pode ser usada como tónico de limpeza facial.

Junta-se o arroz escorrido, o açúcar, o óleo de girassol, e um litro de água numa panela e vai ao lume  e coze por 10-12 minutos ou 20 se for arroz integral. Junta-se a baunilha e tritura-se
Depois de frio coa-se.

aguenta no frigorifico 2-3 dias.



Leite de aveia em flocos

100 ml de aveia em flocos (medida em volume)
1 litro de água
1 pitada de sal
1 colher de sopa de mel ou açucar
banilha (opcional)

Ferva um litro de água e neste momento se quizer adicione a baunilha ou outro ingrediente para dar sabor como canela limão ou chá (eu achei melhor baunilha ou nada).

Cubra a aveia com parte desta agua acabada de ferver e deixe repousar por 10 min.

Triture a aveia com a água. Passe pelo coador e está pronto. 

Pode juntar mais água se quizer uma bebida mais fluida. Beba quente ou frio, com chocolate ou simples.



P.S. - Normalmente não gosto destas coisas mas estas duas receitas até que me souberam bem e lá ajudam a suportar o pequeno almoço sem leite de vaca.

sexta-feira, 17 de agosto de 2012

Aviso: o blog está a sofrer um ataque hacker



  Alguém está a entrar na minha conta e a fazer-se passar por mim e fez comentários agressivos em pelo menos um blog o que originou como é obvio reacções. A situação é preocupante porque quem quer que seja está realmente empenhado em arranjar confusão e prejudicar-me. Leu e releu o blog e assim se apoderou de expressões minhas e dados pessoais, decalcou frases de postagens antigas, insultou e desafiou a que visitassem o blog afirmando que os comentários não seriam censurados.

  Já contactei o autor do blog em causa que se revelou compreensivo e faço um apelo para que se mais alguém tiver recebido comentários desagradáveis por favor os ignore e contacte-me. Estou igualmente preocupada com a possibilidade dos meus outros emails que aqui divulguei serem atacados, por isso se receberam ou receberem emails meus, ignorem, não abram. Esses emails eram usados apenas para que os visitantes do meu blog tivessem outros meios para me contactar.

  Esta situação é muito complicada para mim porque o ataque à conta  não põe em causa apenas a continuação do blog mas a segurança dos dados pessoais e contactos associados à(s) minha(s) conta(s) de email. A situação ainda não está 100% controlada e peço a compreensão e tolerância de todos.

quarta-feira, 1 de agosto de 2012

Ideias para Lughnasadh - sugestões de emergencia



 
 Hoje é um dia especial, trata-se de mais um festival solar, o 1º de Agosto Lughnasadh. É a festa das primeiras colheitas, em especial dos cereiais e que este ano coincide também com a lua cheia que aliás é uma lua azul. Portanto, tarde ou cedo, hoje e enquanto reina a lua cheia no céu, é hora de comemorar e aqui ficam algumas ideias:

Faça uma saudação ao sol, por exemplo pelos movimentos homónimos do yoga. Basta googlar para os aprender de forma simples.

Colha cereais e se não tem horta não é preciso entrar em panico, existem muitas plantas silvestres que são os antepassados dos nossos cereais, pode por exemplo colher e colocar no altar.

Ou se for mais conhecedor desta esquecida riquesa botanica poderá cozinhar um pão e comungar com os deuses.

Crie ambiente use cores vivas e decore o seu espaço com objectos relativos às colheitas e dispondo os produtos horticulas de forma estética.

Medite sobre a importância para a vida humana do cultivo de cereais e a fome no mundo. Avalie o valor económico dos cereais a nivel  mundial, e pense a relação entre e a noção de sacrificio do mito de lugh e os custos ambientais e humanos das grandes explorações bem como as lógicas de mercado entre países desenvolvidos e em vias de desenvolvimento.

Tome uma posição quanto aos transgénicos ou tente.

Boicote produtos cujo os cereais são declaradamente de explorações social e ecológicamente incorrectos.


Aventure-se na cozinha afinal qualquer bolo, biscoito, bolacha terá cereais por base. Mas poderá também fazer algumas conservas e sim congelar polpa de tomate caseira conta ;P.

Reuna amigos em casa ou noutro sitio qualquer, aproveite e leve os biscoitos que fez. A doença celiaca não deve ser desculpa afinal existem cereais naturalmente isentos de gluten como o arroz e abundam receitas livres deste e outros alergénicos como a lactose.

Aprenda a fazer cerveja caseira e não se preocupe se não ficar pronta esta semana. Para tal existem imensos videos no youtube com receitas mais ou menos complicadas.


Faça um ritual de agradecimento e um pedido de fartura e prosperidade.




sexta-feira, 29 de junho de 2012

midsummer hospital



Mais importante que rituais mais ou menos complexos é mesmo nos maus momentos ser capaz de recordar.

terça-feira, 22 de maio de 2012

Lições de um Filho da Lua Cheia



Faz agora duas semanas que o Tiago nasceu, afinal tive um filho da lua cheia como o pai e não da lua nova como a mãe. Comigo partilha o signo do Zodíaco e o Chinês, o que para os adeptos destas coisas só pode revelar uma excelente mistura do carácter dos progenitores.

Mas o que me traz aqui hoje, cheia de sono e com a casa desarrumada, é a necessidade de partilhar a primeira grande lição que uma maternidade tão recente já trouxe: "A maternidade é uma experiência que deita por terra muitos idealismos!". Sim, idealismos, não confundir com ideais.

O primeiro idealismo que caiu por terra penso que terá sido o de estar acompanhada por uma mulher sensivel às minhas concepções e o de não levar epidural. Eu queria ser corajosa, queria passar por aquilo que a maioria das outras fêmeas passa, seguir um modelo de parto o mais próximo possivel das correntes pagãs e eco-feministas defensoras do parto natural. Agarrava-me às descrições românticas dos partos de sacerdotisas de Bradley, e na minha cabeça ecoavam os exemplos da minha familia. Mas em vez de tudo isso, fui acompanhada pelo meu namorado e quando me aceleraram as contrações com oxitocina (sem sequer um avisosinho o que me deixou fula), perdi todo o controlo e paciência e não consegui dizer: não à epidural. Não houve o traçar de simbolos de proteção no meu corpo, nem aquele retribuir de apoio entre duas mulheres que se conhecem. Também não vos trago nenhum exemplo de coragem mas estou convencida  de que foi a opção certa para mim. Graças à epidural tive auto-controlo e cooperei com o meu corpo de forma a que o meu filho sofreu menos com o parto, não insultei ninguém (fico sempre agressiva quando estou com dores) e por isso consegui reconhecer todo o apoio que o meu namorado me deu o que reforçou os nossos laços. Perdi um idealismo mas não infringi os meus ideais porque acho que as mulheres devem ter acesso a todos os métodos que as ajudem no parto desde a educação do corpo à epidural. Não acho justo que nos impinjam a epidural apenas porque se quer uma sala de parto sem gritos, acho triste que na minha sociedade não se eduque o corpo feminino desde cedo, mas acho igualmente errado que se condene em absoluto a opção por um parto sem dor.

Já em casa os idealismos a cair por terra foram outros. Cresci a ouvir as histórias de auto-sacrificio das mulheres mais velhas da minha familia que olhavam com desdém aquelas que deixavam os filhos aos cuidados das avós para sair. Frases como: "Quem os pariu que os abane! Livra-te de os deixar comigo" ou "Eu com uma barriga cozida de uma cesariana lavava máquinas de fraldas à mão e o teu pai nunca me ajudou em nada" ou "Ainda me falam em depressão pós-parto, isso são modernices, eu com 2 filhos com 11 meses de diferença fazia tudo em casa.", "É dificil ter gémeos!? Dificil é ter uma panela ao lume e o marido quase a chegar, um a berrar ao colo e outro a gatinhar e a desarrumar armários"; foi o que eu ouvi desde criança.

Chegar a casa e não estar à altura de tais proezas, ainda por cima quando se tem um bébé pouco exigente, fez me ficar obececada com ideia de que sou má mãe e sentir-me esmagada por uma pressão enorme. Até que de repente, reparei que estava a sofrer desnecessáriamente, apenas porque queria seguir modelos de perfeição que nem sequer se adequam às minhas ambições pessoais. Estava obececada com o que os outros podiam pensar de tudo o que eu queria fazer, e de tanto pensar no hipotético não estava a fazer nada de concreto. 

Por último, cairam por terra os idealismo de uma maternidade ecológica. Se já durante a gravidez o sonho de uma alimentação variada, saudável e livre de pesticidas e outros contaminantes se revelou impossivel e me fez sentir culpada a cada a cada garfada, agora com a amamentação essa frustação mantém-se. Mas havia outros idealismos ecológicos, queria reduzir ao máximo o uso de detergentes poluentes em casa, poupar mais água e energia e renunciar aos descartáveis. Mas simplesmente eu não consigo. São as exigências de higiene e esterilização e o pânico de não saber cuidar de bébes que anula completamente o tempo para outra tarefa que não seja estar com ele; a falta de opções reutilizáveis em quantidade suficiente e o preço mais elevado das alternativas amigas do ambiente que parecem ter deitado tudo por terra. Até a reciclagem e o simples desligar dos aparelhos em standby está suspenso e não há ninguém que abrace a causa por mim.

Porém, dizia eu ter perdido idealismos, mas não ideais. Aos poucos percebo que aquilo que é preciso é uma maior organização e gestão do tempo e que isso são coisas que veêm com o tempo. Ainda não perdi a esperança nos reutilizáveis e na aplicabilidade de medidas de poupança de àgua e energia e com o tempo ei-de recuperar as minhas idas ao eco-ponto, conquistar tempo para experimentar detergentes caseiros e começar realmente a cultivar algo na horta. Perdi idealismos mas não ideais porque simplesmente percebi que Roma não se construiu num dia, é preciso trabalhar uma mudanças de cada vez.  
    

quinta-feira, 19 de abril de 2012

Rotina Ayurvédica - Deitar cedo e cedo erguer fará bem em todo o lado?



     Estou bem consciente do bem que me faz ver o nascer do sol e começar o dia a cuidar de mim mas não estava à espera de tropeçar num livro sobre medicina  ayurvédica (livro breve que me pareceu bom para introduzir o assunto) e identificar-me com a rotina sugerida. Será que deitar cedo e cedo erguer faz bem em todo lado? Talvez seja um pouco como no mistério das piramides e não seja invulgar que perante o mesmo problema e mediante os mesmos recursos, membros da mesma espécie encontrem soluções semelhantes.
    A medicina ayurveda acredita no estabelecer de uma rotina como uma forma de harmonização e promoção do bem estar do individuo, sendo esse bem estar entendido de uma forma holística. Eu cá não sou um exemplo de disciplina mas reconheço por experiência que nos periodos em que consigo estabelecer uma rotina semelhante a esta me sinto muito melhor. Vejamos:

  1. Acordar antes do nascer do sol
  2. Evacuar bexiga e intestinos
  3. Examinar e limpar os dentes, lingua, mãos e rosto  (para nós que pensamos na higiene oral como uma prática preventiva de cáris a fazer após cada refeição esta ordenação pode não fazer sentido no entanto parece-me que na lógica ayurveda a higiene oral reflete também preocupações de purificação e no cuidado de pontos energéticos do corpo.)
  4. Colocar duas gotas de óleo de sesamo em cada narina
  5. Gargarejar com óleo de sesamo
  6. Aparar as unhas e no caso dos homens também a barba
  7. Fazer auto-massagem - abhyanga (tem como objectivo garantir que a energia vital do corpo circula sem problemas)
  8. Fazer exercicio apropriado ao seu estado
  9. Tomar banho ou duche
  10. Vestir roupas limpas e confortáveis 
  11. Fazer meditação matinal perto do nascer do sol (o livro não referia nenhuma forma de meditação em particular  e eu costumo praticar a meditação atenciosa)
  12. Tomar um pequeno-almoço leve (vai contra a lógica da maioria dos nosso nutricionistas mas sem duvida que comigo sempre funcionou melhor assim)
  13. Trabalhar ou estudar 
  14. Almoçar uma refeição que deve ser a maior do dia e adaptada à nossa condição fisica e estação do ano (há muito tempo que descubri que tenho de fazer isto ou começo a ter fomes exarcebadas)
  15. Continuar a tabalhar e estudar
  16. Fazer meditação ao fim da tarde perto do pôr do sol
  17. Jantar uma refeição leve e de fácil digestão de acordo com a sua constituição e estação do ano.(Tento ter sempre em conta o meu grau de fome)
  18. Dar um passeio de aproximadamente 20 min. (excelente para a digestão. adoro fazer isto)  
  19. Actividades leves e agradáveis (vão promover o relaxamento e um sono descansado)
  20. Ter relações sexuais se desejadas (esta ordenação do sexo está muito correlacionada com questões morais da filosofia ayurvéda)
  21. Adormecer antes das 10 da noite(provávelmente será um horário inevitável para quem acorde antes do nascer do sol)

Fonte: GERSON, Scott. (1995). Ayurveda: a antiga medicina indiana. Editorial Estampa. Lisboa