quarta-feira, 1 de agosto de 2012

Ideias para Lughnasadh - sugestões de emergencia



 
 Hoje é um dia especial, trata-se de mais um festival solar, o 1º de Agosto Lughnasadh. É a festa das primeiras colheitas, em especial dos cereiais e que este ano coincide também com a lua cheia que aliás é uma lua azul. Portanto, tarde ou cedo, hoje e enquanto reina a lua cheia no céu, é hora de comemorar e aqui ficam algumas ideias:

Faça uma saudação ao sol, por exemplo pelos movimentos homónimos do yoga. Basta googlar para os aprender de forma simples.

Colha cereais e se não tem horta não é preciso entrar em panico, existem muitas plantas silvestres que são os antepassados dos nossos cereais, pode por exemplo colher e colocar no altar.

Ou se for mais conhecedor desta esquecida riquesa botanica poderá cozinhar um pão e comungar com os deuses.

Crie ambiente use cores vivas e decore o seu espaço com objectos relativos às colheitas e dispondo os produtos horticulas de forma estética.

Medite sobre a importância para a vida humana do cultivo de cereais e a fome no mundo. Avalie o valor económico dos cereais a nivel  mundial, e pense a relação entre e a noção de sacrificio do mito de lugh e os custos ambientais e humanos das grandes explorações bem como as lógicas de mercado entre países desenvolvidos e em vias de desenvolvimento.

Tome uma posição quanto aos transgénicos ou tente.

Boicote produtos cujo os cereais são declaradamente de explorações social e ecológicamente incorrectos.


Aventure-se na cozinha afinal qualquer bolo, biscoito, bolacha terá cereais por base. Mas poderá também fazer algumas conservas e sim congelar polpa de tomate caseira conta ;P.

Reuna amigos em casa ou noutro sitio qualquer, aproveite e leve os biscoitos que fez. A doença celiaca não deve ser desculpa afinal existem cereais naturalmente isentos de gluten como o arroz e abundam receitas livres deste e outros alergénicos como a lactose.

Aprenda a fazer cerveja caseira e não se preocupe se não ficar pronta esta semana. Para tal existem imensos videos no youtube com receitas mais ou menos complicadas.


Faça um ritual de agradecimento e um pedido de fartura e prosperidade.




sexta-feira, 29 de junho de 2012

midsummer hospital



Mais importante que rituais mais ou menos complexos é mesmo nos maus momentos ser capaz de recordar.

terça-feira, 22 de maio de 2012

Lições de um Filho da Lua Cheia



Faz agora duas semanas que o Tiago nasceu, afinal tive um filho da lua cheia como o pai e não da lua nova como a mãe. Comigo partilha o signo do Zodíaco e o Chinês, o que para os adeptos destas coisas só pode revelar uma excelente mistura do carácter dos progenitores.

Mas o que me traz aqui hoje, cheia de sono e com a casa desarrumada, é a necessidade de partilhar a primeira grande lição que uma maternidade tão recente já trouxe: "A maternidade é uma experiência que deita por terra muitos idealismos!". Sim, idealismos, não confundir com ideais.

O primeiro idealismo que caiu por terra penso que terá sido o de estar acompanhada por uma mulher sensivel às minhas concepções e o de não levar epidural. Eu queria ser corajosa, queria passar por aquilo que a maioria das outras fêmeas passa, seguir um modelo de parto o mais próximo possivel das correntes pagãs e eco-feministas defensoras do parto natural. Agarrava-me às descrições românticas dos partos de sacerdotisas de Bradley, e na minha cabeça ecoavam os exemplos da minha familia. Mas em vez de tudo isso, fui acompanhada pelo meu namorado e quando me aceleraram as contrações com oxitocina (sem sequer um avisosinho o que me deixou fula), perdi todo o controlo e paciência e não consegui dizer: não à epidural. Não houve o traçar de simbolos de proteção no meu corpo, nem aquele retribuir de apoio entre duas mulheres que se conhecem. Também não vos trago nenhum exemplo de coragem mas estou convencida  de que foi a opção certa para mim. Graças à epidural tive auto-controlo e cooperei com o meu corpo de forma a que o meu filho sofreu menos com o parto, não insultei ninguém (fico sempre agressiva quando estou com dores) e por isso consegui reconhecer todo o apoio que o meu namorado me deu o que reforçou os nossos laços. Perdi um idealismo mas não infringi os meus ideais porque acho que as mulheres devem ter acesso a todos os métodos que as ajudem no parto desde a educação do corpo à epidural. Não acho justo que nos impinjam a epidural apenas porque se quer uma sala de parto sem gritos, acho triste que na minha sociedade não se eduque o corpo feminino desde cedo, mas acho igualmente errado que se condene em absoluto a opção por um parto sem dor.

Já em casa os idealismos a cair por terra foram outros. Cresci a ouvir as histórias de auto-sacrificio das mulheres mais velhas da minha familia que olhavam com desdém aquelas que deixavam os filhos aos cuidados das avós para sair. Frases como: "Quem os pariu que os abane! Livra-te de os deixar comigo" ou "Eu com uma barriga cozida de uma cesariana lavava máquinas de fraldas à mão e o teu pai nunca me ajudou em nada" ou "Ainda me falam em depressão pós-parto, isso são modernices, eu com 2 filhos com 11 meses de diferença fazia tudo em casa.", "É dificil ter gémeos!? Dificil é ter uma panela ao lume e o marido quase a chegar, um a berrar ao colo e outro a gatinhar e a desarrumar armários"; foi o que eu ouvi desde criança.

Chegar a casa e não estar à altura de tais proezas, ainda por cima quando se tem um bébé pouco exigente, fez me ficar obececada com ideia de que sou má mãe e sentir-me esmagada por uma pressão enorme. Até que de repente, reparei que estava a sofrer desnecessáriamente, apenas porque queria seguir modelos de perfeição que nem sequer se adequam às minhas ambições pessoais. Estava obececada com o que os outros podiam pensar de tudo o que eu queria fazer, e de tanto pensar no hipotético não estava a fazer nada de concreto. 

Por último, cairam por terra os idealismo de uma maternidade ecológica. Se já durante a gravidez o sonho de uma alimentação variada, saudável e livre de pesticidas e outros contaminantes se revelou impossivel e me fez sentir culpada a cada a cada garfada, agora com a amamentação essa frustação mantém-se. Mas havia outros idealismos ecológicos, queria reduzir ao máximo o uso de detergentes poluentes em casa, poupar mais água e energia e renunciar aos descartáveis. Mas simplesmente eu não consigo. São as exigências de higiene e esterilização e o pânico de não saber cuidar de bébes que anula completamente o tempo para outra tarefa que não seja estar com ele; a falta de opções reutilizáveis em quantidade suficiente e o preço mais elevado das alternativas amigas do ambiente que parecem ter deitado tudo por terra. Até a reciclagem e o simples desligar dos aparelhos em standby está suspenso e não há ninguém que abrace a causa por mim.

Porém, dizia eu ter perdido idealismos, mas não ideais. Aos poucos percebo que aquilo que é preciso é uma maior organização e gestão do tempo e que isso são coisas que veêm com o tempo. Ainda não perdi a esperança nos reutilizáveis e na aplicabilidade de medidas de poupança de àgua e energia e com o tempo ei-de recuperar as minhas idas ao eco-ponto, conquistar tempo para experimentar detergentes caseiros e começar realmente a cultivar algo na horta. Perdi idealismos mas não ideais porque simplesmente percebi que Roma não se construiu num dia, é preciso trabalhar uma mudanças de cada vez.  
    

quinta-feira, 19 de abril de 2012

Rotina Ayurvédica - Deitar cedo e cedo erguer fará bem em todo o lado?



     Estou bem consciente do bem que me faz ver o nascer do sol e começar o dia a cuidar de mim mas não estava à espera de tropeçar num livro sobre medicina  ayurvédica (livro breve que me pareceu bom para introduzir o assunto) e identificar-me com a rotina sugerida. Será que deitar cedo e cedo erguer faz bem em todo lado? Talvez seja um pouco como no mistério das piramides e não seja invulgar que perante o mesmo problema e mediante os mesmos recursos, membros da mesma espécie encontrem soluções semelhantes.
    A medicina ayurveda acredita no estabelecer de uma rotina como uma forma de harmonização e promoção do bem estar do individuo, sendo esse bem estar entendido de uma forma holística. Eu cá não sou um exemplo de disciplina mas reconheço por experiência que nos periodos em que consigo estabelecer uma rotina semelhante a esta me sinto muito melhor. Vejamos:

  1. Acordar antes do nascer do sol
  2. Evacuar bexiga e intestinos
  3. Examinar e limpar os dentes, lingua, mãos e rosto  (para nós que pensamos na higiene oral como uma prática preventiva de cáris a fazer após cada refeição esta ordenação pode não fazer sentido no entanto parece-me que na lógica ayurveda a higiene oral reflete também preocupações de purificação e no cuidado de pontos energéticos do corpo.)
  4. Colocar duas gotas de óleo de sesamo em cada narina
  5. Gargarejar com óleo de sesamo
  6. Aparar as unhas e no caso dos homens também a barba
  7. Fazer auto-massagem - abhyanga (tem como objectivo garantir que a energia vital do corpo circula sem problemas)
  8. Fazer exercicio apropriado ao seu estado
  9. Tomar banho ou duche
  10. Vestir roupas limpas e confortáveis 
  11. Fazer meditação matinal perto do nascer do sol (o livro não referia nenhuma forma de meditação em particular  e eu costumo praticar a meditação atenciosa)
  12. Tomar um pequeno-almoço leve (vai contra a lógica da maioria dos nosso nutricionistas mas sem duvida que comigo sempre funcionou melhor assim)
  13. Trabalhar ou estudar 
  14. Almoçar uma refeição que deve ser a maior do dia e adaptada à nossa condição fisica e estação do ano (há muito tempo que descubri que tenho de fazer isto ou começo a ter fomes exarcebadas)
  15. Continuar a tabalhar e estudar
  16. Fazer meditação ao fim da tarde perto do pôr do sol
  17. Jantar uma refeição leve e de fácil digestão de acordo com a sua constituição e estação do ano.(Tento ter sempre em conta o meu grau de fome)
  18. Dar um passeio de aproximadamente 20 min. (excelente para a digestão. adoro fazer isto)  
  19. Actividades leves e agradáveis (vão promover o relaxamento e um sono descansado)
  20. Ter relações sexuais se desejadas (esta ordenação do sexo está muito correlacionada com questões morais da filosofia ayurvéda)
  21. Adormecer antes das 10 da noite(provávelmente será um horário inevitável para quem acorde antes do nascer do sol)

Fonte: GERSON, Scott. (1995). Ayurveda: a antiga medicina indiana. Editorial Estampa. Lisboa

     
 

terça-feira, 20 de março de 2012

Lua Nova, Rituais de Passagem e Maternidade

   
      Para mim o simbolismo de cada fase da lua nunca foi muito complexo, mas o modo como me relaciono com cada uma delas tem sido distinto.  
   
      Quando encarava um Crescente via a donzela que se enche de fertilidade em potência, ela era a minha Afrodite, a minha aliada secreta nas paixões de adolescente, chegava o momento de estarrecer a contemplar o seu brilho, cantar, dançar nua, sonhar… Depois chegava a Lua Cheia, um ventre prenhe, símbolo inequívoco da maternidade mas longe da minha experiência pessoal. Continuava a estarrecer ao seu imenso luar, a sentir aquela protecção de mãe, pedia saúde para o meu ventre, mas estava longe de a pensar como a minha fase. Vinha então o Minguante para a velha anciã, sábia mas ríspida, distante da minha fase da vida, mas sempre disponível para um puxão de orelhas. Queimava-lhe um pau de incenso depois de um cumprimento respeitoso, pedia sabedoria mas não me sentia preparada para mais. Por fim vinha aquele momento cheio de mistério, a transição do ciclo lunar, a Lua Nova associada à morte e ao renascimento, à menstruação, à decomposição que fertiliza… algumas fontes falavam de uma quarta faceta da deusa a descobrir, mas sem mais pormenores, tornando o momento em algo de obscuro, até mesmo assustador... a maioria referia o período como um momento de repouso e reflexão. O que fazia eu nesse momento? Nada, silêncio respeitoso e busca incessante pelo primeiro sinal de retorno da donzela. Parecia haver entre mim e a Lua Nova um tábu.

     Ora o que vos venho falar hoje é da minha recente reflexão sobre o significado desta fase e a relação que se está a estabelecer entre mim e ela. Ontem tomei consciência que a Lua Nova tem andado a acompanhar de perto muitas datas importantes dos últimos tempos. Senão vejamos, depois do Imbolc e Beltane de 2011 que rondaram a Lua Nova, verifico que a concepção do meu filhote se deu braço dado com ela. Seguiu-se o Equinócio de Outono, o Solstício de Inverno, e até mesmo o Carnaval. Mas a coisa vai prosseguir, assim é agora com o Equinócio da Primavera e será com o meu aniversário e a data provável de parto. O feitiço parece quebrar-se com o Solstício de Verão pois aparentemente será a ultima data comemorativa do ano a rondar esta fase. Foi esta observação que me fez recordar o significado da Lua Nova enquanto transição entre a morte e o renascimento e reflectir na maternidade enquanto momento de life-crisis e na ideia de ritual de passagem.
    
     A Lua Nova não é só da menstruação, nem da morte, também é do parto e de qualquer outro momento life-crisis, ritual de passagem ou iniciação. É um fim e um recomeço, sim recomeçar porque por muito que se mude não se faz tábua rasa daquilo que eramos antes. A vida entendida como a nossa simples existência ou o funcionamento do próprio universo é um processo contínuo e acumulativo, que no entanto vejo como cíclico. Vejo-o bem descrito e representado no acto de desenhar uma espiral, em que a cada volta se acumula distância face ao epicentro.
   
    É a fase que se liga perfeitamente à maternidade porque representa perfeitamente aquela que ainda é a realidade do parto para a maioria das mulheres do mundo. Na nossa sociedade actualmente já não achamos nada de misterioso nem muito assustador nisto, temos imensos cuidados médicos à nossa disposição e podemos optar por um parto sem dor, mas para a maioria das mulheres do mundo ainda se pode morrer disto. No entanto em boa parte do mundo quando uma mulher se prepara para parir não sabe se volta, nem sabe a dimensão das sequelas, apenas pode ter mais ou menos coragem e preparação. Estas mulheres experienciam, em especial no primeiro parto, o mesmo que se espera sentir num ritual de passagem e iniciação.    

    Algumas mulheres são mães sem passar pelo parto, no entanto a Lua Nova também está lá para elas, porque para todas há a morte de um estilo de vida e o início de outro, a atribuição de uma nova identidade e até provavelmente um novo relacionar com o divino.

    O Crescente pode ter sido a minha fase nas minhas passagens anteriores, a Lua Cheia poderá ser a minha nova aliada por muitos anos, mas é a Lua Nova quem me acompanha agora e por isso estou convicta de que devo celebrá-la.

Rituais de passagem femininos – Qual o momento?

   

    Na nossa sociedade os rituais de passagem são raros mas alguns de nós pensamos neles e tecemos sonhos sobre a sua experiência. Já há muitos anos que fazia esta pergunta a mim própria “Qual o momento, na minha sociedade, em que nos tornamos mulheres? E portanto qual seria o momento mais apropriado para um ritual de passagem? A menarca? A 1º relação sexual? Ou a maternidade?”. Hoje acho que todos eles marcam realmente momentos de life-crisis, apropriados à ritualização de uma transformação faseada onde estes três momentos são de facto marcantes, embora por vezes só tenhamos noção da sua dimensão real anos mais tarde.

    Aquando da minha menarca pensei imenso no facto de aquilo supostamente me assinalar como mulher mas eu sentir-me mais como uma miúda. Ok, não era bem uma miúda, era adolescente, mas isso não era ser mulher, pelo menos na minha sociedade. Podia-se ter feito imensas coisas para a ritualizar o momento mas nada foi feito, até porque era visto principalmente como algo chato mas inevitável. Perguntaram-me se tinha dores e os absorventes apropriados, recordaram-se umas dicas práticas e pouco mais. Não reparei na dimensão da coisa ao nível da minha auto-estima, nem percebi mais tarde o modo como isso influenciou a minha relação com a divindade.

    Fui praticamente a última da turma e era a mais velha, menstruar subiu imenso a minha auto-estima. Sem dúvida que era naqueles dias que eu ganhava coragem para falar com os rapazes, ao menstruar sentia-me mais mulher ainda que tivesses os seios mais pequenos. Quando comecei a relacionar-me com a deusa a minha concepção de Donzela (Crescente) derivaria claramente desta noção de fertilidade em potência e de jovem sedutora, que a menarca assinala.

    Os anos passaram e com a maternidade muito distante e os 18 anos já feitos, conclui que na nossa sociedade a primeira relação sexual seria uma passagem bem mais efectiva. Assim decidi-me a ritualizar imenso a coisa, a escolha do dia e do local estavam cheias de romantismos decalcados das obras de Bradley. No entanto depois do acto consumado senti um desajuste, já não era uma verdadeira donzela mas a necessidade absoluta de anticoncepcionais também não me aproximava da fase seguinte de mãe e isto seria assim por muitos anos. Pensei bastante no assunto, decidi que o crescente continuava a ser a minha fase mas senti sempre um certo desconforto. Mais tarde a coisa piorou, quando experienciei uma entrega verdadeira e correspondida, percebi que a minha 1ª vez tinha sido uma autêntica autoflagelação motivada pelas razões erradas (ver post ). Fiquei muito revoltada comigo própria, qual ritual de passagem ou iniciação qual carapuça, burrice, isso sim. No entanto, hoje reconheço novamente aquele momento como um life-crisis perfeito, foi como passar do 8 ao 80, eu não sabia nada sobre relações humanas deste tipo, e hoje tudo o que sei, aprendi graças ao que foi desencadeado naquele momento. Foi uma grande passagem e uma iniciação.

    Agora chegou a vez da maternidade, esta passagem não era ansiada nem foi programada mas chegou até mim e com ou sem ritualização não há como a ignorar. Vou morar com outra pessoa de um modo intimo e que não é meramente temporário e ser responsável pela sobrevivência de alguém que não pode cuidar de si próprio. Isto acarreta transformações tais que mesmo que não tivessem havido passagens anteriormente, agora iria mudar certamente. E ainda há o momento crucial do parto; existem movimentos feministas pagãos que reclamam pelo resgate do parto natural, num momento íntimo e exclusivamente feminino, mas será esta a minha direcção? Terei coragem para um parto natural? Em que circuntâncias será responsável um parto em casa? Ficará a minha experiência diminuída se optar pela epidural? Oponho-me à presença de médicos homens? São tudo questões para reflectir sériamente.

    E mais tarde chegará o fim da minha vida reprodutiva, será a menopausa o momento que nos ligamos à anciã. Também aqui haverá questões a pensar e ao contrário de anteriormente não haverá uma data exacta a apontar. É um pouco como o atingir da maturidade masculina e por isso mesmo, na minha opinião, a ritualização pode assumir um carácter especialmente importante.